Por Emily Maila
Como entrei para o Capitães
da areia
Quase ninguém
sabe como é o drama das pessoas que vivem na rua sem um lar, conforto, privacidade e família. Enfim, o meu destino não foi
bondoso comigo, abandonado pelos meus pais, passei a conquistar toda a Bahia,
cidade de arte e alegria como o arco-íris que faz transparecer um encanto e
harmonia. Passando por muitos problemas e dificuldades, para sobreviver em meio
a tanta pobreza o jeito era viver de roubos e furtos, questão de necessidade.
Esclarecer a resistência da pobreza extrema
não é nada simples.
Em
um momento encontrei e passei a frequentar o grupo '' Capitães da Areia'' desde
então era como uma família para mim, por lá sobrevivi por muito tempo. Apesar
de viver roubando e armando planos, passava o tempo sentado desenhando meus
pensamentos e lendo livros para os meninos que habitavam no grupo. A minha inteligência
foi uma das qualidades que me fez ter a confiança de todos principalmente do
líder, ou seja, o diferencial entre outros garotos, a dificuldade fez de mim um
menino sensível e intelectual.
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